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FISL 10 foi mara!

8, julho, 2009 Sem comentários

Bom, já passou uma semana do FISL10, foi uma semana muito corrida em POA, entre palestras, feira de tecnologia, saídas a noite, ida ao Beira Rio, etc….. Com tudo isso não deu para atualizar o blog. Mas agora estou de volta ao calor de Maceió e aqui estão minhas impressões da décima edição do Fórum Internacional de Software Livre.

FISL 10

FISL 10 - Multidão

Pra comecar vale dizer que tinha MUITA gente no evento, 7 mil pessoas num so lugar é um pouco claustrofóbico, porém não faltaram atividades para todos durante os 4 dias de evento.

Tinhamos representantes de várias áreas no suporte a causa do Software Livre, como: Free Software Foundation, Mozilla, Ubuntu-br, Fedora, Sun, Oracle, Associação Python Brasil, Globo.com e vários outros.

Muitos brindes! Vai a dica a que se aventurar nas próximas edições do FISL, gaste as primeiras horas do dia inicial para “caçar” os brindes. Eles têm de tudo, camisas, adesivos, cds. Nem sempre é de graça, a Mozilla, por exemplo, estava distribuindo camisetas a quem achasse pistas escondidas no galpão da PUC. No último caso pode-se comprar algumas lembraças, mas é bom correr também pois acabam rápido.

As palestras estavam pouas, porém é tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo que fica dicifil acompanhar as quem você quer assistir, precisa-se de um pouco de prática. Da proxima vez estarei mais esperto.

Ainda teve a visita do lula, que eu não vi…. mas foi muito importante para a causa Software Livre o apoio do Goveno Federal.

No final das contas o FISL vale muito a pena, quem tiver a oportunidade de ir não vai se arrepender. Abaixo tem algumas fotos que tirei no evento.

Jogo da Mente

Jogo da Mente

Não entendi muito, mas achei legal!

PLACAS

Richard Stallman

Richard Stallman

CAIXA

CAIXA

Credenciamento

Credenciamento

SERPRO

SERPRO

Bolinhas da SUN

Bolinhas da SUN

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Softwell Maker

20, dezembro, 2008 25 comentários

Para quem não conhece, o Maker é uma ferramenta para criação de sistemas web de forma visual. O desenvolvedor não precisa ter conhecimentos avançados de programação para utilizá-lo, porque tudo é feito visualmente com a ajudas de assistentes e gráficos.

Durante essa semana participei de um treinamento dessa ferramenta, e analizando pessoalmente pude ver a capacidade desse sistema de desenvolvido pela empresa baiana Softwell. Abaixo seguem as minhas considerações sobre o Maker.

Como funciona?

O Maker foi desenvolvido em Delphi e (segundo seus representantes) não é um gerador de código fonte, mas se for necessário o mesmo também pode ser gerado.

Os sistemas desenvolvidos no Maker rodam, por padrão, num servidor de aplicações Java, como o Tomcat, por exemplo. Pode-ser gerar um arquivo .war e fazer o deploy num servidor que desejar.

As aplicações depedem do WEBRUN, que vem junto do Maker, e funciona como uma camada entre a aplicação desenvolvida e o servidor de aplicações.¬† Caso já possua um WEBRUN no servidor, também é possível exportar o sistema para um arquivo .jar e o incorporar a ela.

O Maker possui basicamente 3 funções para geração de sistemas, formulários, fluxos e relatórios.

Formulários

Atravéz de formulários acontecem as principais interações com o sistema. O Maker pode gerar automaticamente os formulários baseando-se nas tabelas e relacionamentos do banco de dados. Além de poder criar formulários, sem associação com fonte de dados e que execute uma tarefa em particular.

Fluxos

No Maker os fluxos substituem a codificação na hora de criar regras de negocio para a apliação. Tratam-se de fluxogramas que são associados a determinadas ações do sistema para realizar tomadas de decisão. Pode-se efetuar condições, loops, mensagens de error e retorno, além de um conjunto de funções já disponíveis como concatenação, obtenção de campos de tabelas, conversão de tipos primitivos, etc.

Relatórios

O Maker possui o Report Builder embutido, e o mesmo é utilizado para desenhar os relatórios necessários para a aplicação.

Na minha opinião!

Realmente, depois de presenciar o treinamento, posso dizer a utilização do Maker acelera sim o processo de criação de aplicações, principalmente no caso dos formulários, que podem ser gerados automaticamente a partir de uma fonte de dados.

Porém, é necessário tempo para se tornar um “expert” na utilização do Maker, o mesmo tempo que se levaria para aprender a utilizar um framework como Django, Ruby on Rails ou Grails, por exemplo. E o que, na minha opinião, seria a grande vantagem de uma ferramenta visual sobre os outros, a curva de aprendizagem, é parecida com a desses frameworks.

Eu devo concordar com esse post do guj, em que o usuário kicolobo diz:

Programação OO é ignorada. O código é gerado em Java e C#, porém o processo de desenvolvimento do Maker é procedural. Todos os diagramas são procedurais. Em momento algum (pelo menos na demonstração que vimos), foi criada uma classe de entidade (ou mesmo uma entidade qualquer). Tudo é relacionado diretamente com o banco de dados. Para quem já trabalha com OO, o Maker pode ser visto como retrocesso.

E realmente é verdade, hoje em dia fala-se muito mais em OO e MVC, voltar o desenvolvimento para as tabelas do banco de dados é praticamente um retrocesso. No django, por exemplo, só é necessário configurar o banco de dados, o desenvolvedor não precisa criar as tabelas, o django executa todo esse processo e também cria os formulários automaticamente.

Uma coisa que me incomodou bastante foi a quantidade de cliques necessários para fazer uma concatenação de texto com algumas variáveis. Algo que em python, por exemplo, poderia ficar assim:

texto = "O total da conta do cliente %s foi de %f reais" % (nome,total)

Outro fato importante é que por ser um sistema proprietário, a comunidade do maker praticamente não existe, se comparada com de outras tecnologias, sendo assim, sempre que precisarmos de ajuda temos que recorer ao suporte a softwell.

Conclusão

Analisando o esquema geral, eu não compraria uma licença do Maker para uso pessoal. Além dos fatos mencionados acima, um ambiente de Software Livre me agrada mais, sabendo que a existe uma comunidade por trás ajudando a manter e melhorar o sistema, diferente do modelo proprietário, onde estamos a mercê da empresa dona do sistema.

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